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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Infográfico de Segunda Guerra


Visite o infográfico sobre a Segunda Guerra clicando sobre a imagem

http://historiapensante.blogspot.com/2011/01/infografico-segunda-guerra-mundial.html

A selvageria do Imperialismo norte-americano


Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Guerra do Vietnã foi o conflito com a maior duração até hoje, havendo dois períodos entre ela, ou seja, o primeiro, quando as forças nacionalistas vietnamitas, levadas à frente pelo Viet-minh (Liga da Independência do Vietnã), derrotaram as tropas francesas nos anos de 1946 a 1954, e a segunda, quando uma frente entre nacionalistas e o Partido Comunista, o Vietcong, enfrentaram o Exército dos EUA entre 1964 e 1975.
O Vietnã localiza-se na região da Indochina, entre a Índia e a China, onde estão localizados também outros dois países, o Laos e o Camboja.
Desde 1883 a península asiática foi uma colônia do imperialismo francês até a ocupação do imperialismo japonês entre 1941 e 1945. . No entanto, com a derrota do Japão e o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, a França novamente tentou ocupar a área e conter a revolução em marcha que havia derrotado os japoneses.
Durante a ocupação japonesa, se iniciou uma organização de guerra de guerrilhas formada pelo Viet-Minh, em 1941, que era o braço armado da revolução indochina. O nome Viet-Minh refere-se ao líder nacionalista Ho Chi Minh, também fundador do Partido Comunista Indochinês, em 1930.
À cabeça da revolução, o Viet-Minh avançou sobre os japoneses e ocupou a capital Hanói, declarando independência do Norte vietnamita.
Diante desta situação, os franceses se viram obrigados a impedir a independência do Norte, então o General Leclerc foi incumbido de reconquistar a região.


Leia mais aqui.............

A Guerra do Vietnã, como o conflito mais sangrento desde a Segunda Guerra Mundial, não foi o mais terrível apenas pelo seu tempo de duração ou pelo envolvimento direto da maior potência imperialista, mas principalmente por ter revelado as contradições do regime capitalista e a completa decadência e conseqüente selvageria do capitalismo mundial.

Para ler sobre a derrota do Exercito Americano click no link abaixo
fonte: http://www.pco.org.br/revista_digital/junho.htm

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Até quando esperar?

Artista: Plebe Rude
Música: Até quando esperar?
A qualidade da música da década de 1980 se compara a produção musical dos anos 1970 nos Estados Unidos quando Bob Dilan, Jimy Hendrix e the Kings passaram a compor um rock com letras mais sofisticadas e um ritmo mais elaborado. No Brasil, a Banda Plebe Rude nos orgulha pela sua produção musical de alto nível. Legião Urbana, Titãs, Engenheiros do Havaí também compatilharam desse momento fundamental da Música Nacional de qualidade. Mais atual do que as bandas cegas e surdas que gritam palavras cruas distorcidas, Plebe Rude é uma fuga à ignorância impetrada pela mídia audiovisual que nos impõe sabores insólitos na nossa consciência pós-moderna retrógrada.






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O que você acha que aconteceu com a produção musical da atualidade, responda-me! ok.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Democracia Grega e atual - atividade para o 1o ano A.Carneiro



Ao falarmos do legado dos gregos para o mundo contemporâneo, percebemos que muitos textos ressaltam como as experiências políticas experimentadas em Atenas serviram de base para a construção do regime democrático. A luta pelo fim dos privilégios aristocráticos e a consolidação de uma sociedade com direitos mais amplos teriam sido os pilares dessa nova forma de governo. Contudo, não podemos afirmar que a ideia de democracia entre os gregos seja a mesma do mundo contemporâneo.

Atualmente, quando definimos basicamente a democracia, entendemos que este seria o “governo” (cracia) “do povo” (demo). Ao falarmos que o “governo pertence ao povo”, compreendemos que a maioria da população tem o direito de participar do cenário político de seu tempo. De fato, nas democracias contemporâneas, os governos tentam ampliar o direito ao voto ao minimizar todas as restrições que possam impedir a participação política dos cidadãos.

Tomando o Brasil como exemplo, percebemos que a nossa democracia permite que uma parte dos menores de 18 anos vote e que as pessoas com mais de 70 anos continuem a exercer seu direito de cidadania. Além disso, a nossa constituição não prevê nenhum empecilho de ordem religiosa, econômica, política ou étnica para aqueles que desejem escolher seus representantes políticos. Até os analfabetos, que décadas atrás eram equivocadamente vistos como “inaptos”, hoje podem se dirigir às urnas.

Para os gregos, a noção de democracia era bastante diferente da que hoje experimentamos e acreditamos ser “universal”. A condição de cidadania era estabelecida por pressupostos que excluíam boa parte da população. Os escravos, as mulheres, os estrangeiros e menores de dezoito anos não poderiam participar das questões políticas de seu tempo. Tal opção não envolvia algum tipo de interesse político, mas assinalava um comportamento da própria cultura ateniense.

Na concepção desta antiga sociedade, aqueles que não compartilhavam dos mesmos costumes de Atenas não poderiam ter a compreensão necessária para escolher o melhor para a pólis. Além disso, observando o modo como os atenineses viam a mulher, sabemos que tal exclusão feminina se assentava na “inferioridade natural” reservada ao sexo feminino. Por fim, os escravos também eram politicamente marginalizados ao não terem o preparo intelectual necessário para o exercício da política.


Dessa forma, não podemos dizer que a democracia ateniense era cingida por uma estranha contradição. Ao contrário, percebemos que as instituições políticas dessa cultura refletiam claramente valores diversos que eram anteriores ao nascimento da democracia grega. Também devemos levar em conta que o nosso ideal democrático é influenciado pelas discussões políticas dos intelectuais que defenderam os ideais do movimento iluminista, no século XVIII.

A distância entre a democracia grega e a atual somente corrobora com algo que se mostra bastante recorrente na história. Com o passar do tempo, os homens elaboram novas possibilidades e, muitas vezes, lançando o seu olhar para o passado, fazem com que a vida de seus próximos seja transformada pelo intempestivo movimento de ideias que torna nossa espécie marcada pelo signo da diversidade.


 Pensando sobre esse tempo da política no passado e no presente, dê uma olhadinha no texto “Politicagem e Política: Coisas Diferentes Que Parecem Iguais”  
(http://bloginternacional.wordpress.com/2007/05/20/politicagem-e-politica-coisas-diferentes-que-parecem-iguais/http://bloginternacional.wordpress.com/2007/05/20/politicagem-e-politica-coisas-diferentes-que-parecem-iguais/

assista ao vídeo e reflita por que é tão difícil fazer POLÍTICA? responda nos comentários


Por Rainer Sousa Mestre em História


Ao pensar a democracia atual, a entendo como um jogo de xadrez, onde o rei não é único, na verdade é um grupo, mas esse rei não tem pátria, nação, império, sentimento nacional, mas também não defende a igualdade de povos, tratamento, distribuição da riqueza mundial. não. É um rei e um grupo de sacerdotes, militares, milionários centados em suas coberturas encharcados de interesses politicos e econômicos ditando as regras para os peões.

Os bispos são como os meios de comunicação de massa e suas doutrinas alienativas a nos convencer de que somos cidadãos e que paricipamos da construção de nossa nação. São eles que nos fazem dormir sonhando com o aumento do salário, com o financiamento da casa e até com uma refeição melhor, ou quem sabe, fazer uma compra no supermercado; um dia.

A Rainha, são as damas da alta sociedade desfilando suas aparencias deformadas pelas cirugias que procuram reparar os estragos naturais da gravidade. São as cortesãos dos acordos feitos nos jantares assinado por uma restaurante chique de culinária francesa. São essas damas deitadas de dia e de noite deitam pros seus maridos, amantes e outros negócios; são elas que não conversam, se exibem sem saber o que realmente falam.

Os cavalos são o exército, a policia, a força secreta, a segurança nacional que não segura nada a não ser....
que só ajudam os podres em caso de catástrofes ou calamidades e ainda muitos se aproveitam da miseria alheia.

Os peões, somos nós, pode ser você que está lendo, que foi obrigado assim como eu a ver a vida como ela não é. somos nós que julgamos que temos direito, mas não temos nada. temos poder em nossas mãos, isso temos. Mas os bispos, padres, pastores insistem em nos ensinar o contrário.
Os peões trabalham tanto intelectualmente quanto manalmente. Não pense que ao se tornar um intelectual você deixou de ser peão muito pelo contrário, você se corrompeu ou está de mãos atadas, então se desespera.
Os peões não andam em carruagens nem espaçonaves, seus pés os conduzem pelas ruas de barro, piçarra, cheias de craterras lunares. suas casas não tem torneira de ouro, piscinas aquecidas nem centrais de ar. Mas esse peão carrega nos olhos o peso da responsabilidade de criar seus filhos com dignidade apesar da promiscuidade do Senado e da prostituição do Congresso.



Klefferson farias

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Videos de Belle époque. interessantíssimos



Leia mais sobre a Belle Epoque na Amazônia por Por: Anna Carolina de Abreu Coelho Clicando aqui

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Anarquismo

Video sobre o anarquismo do prof Tiago. idéias gerais

Assista!



Conteúdo sobre anarquismo brevemente neste espaço. aguarde!

"O Leopardo" com Alan Delon

O filme o Leopardo retrata o período em que a itália, mais especificamente a Sicilia do Principe D Fernando está vivenciando um momento crucial que é a revolução pela unficação da itália e percebe o papel frágil que a nobreza ocupa no século XIX. As tranformações capitalistas, as ideias nacionalistas e pannacionalistas fortalecem as lutas de unficação onde  a nobreza precisa tomar uma posição diante destes fatos.

"As coisa precisam mudar para continuarem as mesmas"

Revolução americana

Bem interessante a criatividade dos alunos nesse video. assista!!!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Conheça a Verdade sobre a chegada do homem à lua

Saiba uma das verdades à respeito da chegada do homem à lua clicando na imagem abaixo...crie seu próprio julgamento.






segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

II Guerra Mundial

Assista ao vídeo



Comente as principais mensagens do filme clicando aqui

vídeo de apoio

Belle èpoque

Alguns link´s para você pesquisar sobre belle époque

Clique sobre as imagens e faça sua pesquisa 
























































Courtesy TerritorioScuola

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Obrigado Galera!!!!!!!!!!!!!!

A feira de História do Helena foi um sucesso. Os alunos prestigiaram os trabalhos das turmas 711, 712, 713 e da 732 e ainda rolou o carimbó da nossa terra com os alunos percursionistas do primeiro e segundo ano do ensino médio. Muitas guloseimas foram feitas com as frutas. inclusive bolo de casca de banana (ocê pode ter a receita assistindo ao vídeo clicando (aqui). Um abraços à todos aqueles que contribuíram para o evento. Peço desculpas se não saiu perfeito, até o próximo.
olha aí a galera do carimbó...


tem mais no banner.. falou   e vamos comentar galeraaaaaaaa!!!!!
Conheça as frutas brasileiras que mais fazem sucesso no mundo clicando aqui

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dia 12 de novembro 1a Feira de História da Escola Helena Guilhon

Com o Tema: "Conhecendo o mundo através das frutas", estaresmos realizando a primeira feira de História dos alunos da quarta etapa e do oitavo ano do ensino fundamental da Escola Dona Helena Gulhon. A sugestão deste tema surgiu a partir de uma discussão em sala de aula à respeito dos hábitos alimentares dos alunos da escola, pois a maioria não tem o hábito de inserir em sua dieta diária nem legumes nem frutas. Por conta disso, veio a proposta de pesquisar-mos mais a fundo sobre a importância em mudar nossos hábitos alimentares para preservarmos uma qualidade de vida razoável por uma boa saúde. A partir dessa idéia resolvemos realizar uma feira para divulgarmos para os outros alunos e a comunidade que cerca a escola sobre aquiçlo que foi pesquisado e apreendido por todos.
O que foi bem interessante nessa atividade foi a descoberta das origens das frutas no planeta, por exemplo, não sabíamos que o abacate teria se originado no méxico e já era utilizado pelos Astecas em sua dietas alimentares, mas isso é só o começo.
Se você tiver um tempinho dia 12 de novembro venha visitar nossa feira saber de onde vieram, de quais partes do mundo vieram as frutas que dispomos à mesa, ou venha aprender alguma receita interessante.
esperamos por você. 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Guerras, Utopias e Ilusões- os festivais musicais da Record na década de 1960

Durante os anos 1960 os festivais musicais promovidos pelas televisões abriam as chances para muitas pessoas, músicos buscassem mostrar seu talento. O Festival de 1967, promovido pela Record foi o que mais marcou a disputa realizada entre estética e propostas politicas divergentes.

Torcidas organizadas tendo por prerrogativas defesas políticas, disputavam a cena. Além disso, a televisão dava mais complexidade a situação. O público se interessava por todos os produtos envolvidos nessas produções, como revistas, long-plays e grifes de roupas, mas também no uso de atitudes e comportamentos.
Com o regime militar instaurado em 1964 as coisas começaram a mudar. Em 1967 o Brasil já contava com quatro Atos Institucionais. entreanto a censura ainda não percebia nesses programas populares o espaço de atuação politica perigosa ao questionamento do regime.
O Festival de 1967 alçou ao estrelato jovens artistas que no ano seguinte (1968) seriam reconhecidos por multidões e participariam dos grandes atos públcos de questionamento das restrições impostas sobre a sociedade. Esses jovens engajados após AI-5 foram coagidos a seguir para o exílio.
Cantores que se destacavam eram aqueles que levavam em suas letras mensagens políticsa que refletiam o sonho de ter a liberdade e não a repressão militar; outros ligado à vertente nacionalista que defendiam a autenticidade da cultura brasileira.
Esses jovens artistas acreditavam que os movimetos populaes deveriam ser estimuçados por meio das artes. acreditavam também que a arte deveria ser educativa parapromover a consciência de classe.
Dentre os mais conhecidos destacamos Edu Lobo, Capinam, Sérgio Ricardo e Gealdo Vandré, entre outros
Os tropicalistas defendiam que a música deveria seguir em evolução e incorporar novas informações até então desqualificadas pela “alta cultura”, como pode ser percebida na música de Gilberto Gil, Domingo no Parque, que faz a fusão entre o canto repentista nordestino e o rock, com arranjo de Rogério Duprat, músico vinculado à defesa da moderna música erudita, e participação da banda de rock Mutantes.
Trecho da música:


(...)O José como sempre
No fim da semana
Guardou a barraca e sumiu
Foi fazer no domingo
Um passeio no parque
Lá perto da Boca do Rio...
Foi no parque
Que ele avistou
Juliana
Foi que ele viu
Foi que ele viu Juliana na roda com João
Uma rosa e um sorvete na mão
Juliana seu sonho, uma ilusão
Juliana e o amigo João...
Os Festivais de Músicas da Record não tinham hora para começar nem para temiar, não havia corte determinado de tempo para a entrada dos anunciantes, que não pagavm pelo tempo de sua veiculação, mas sim pela produção do programa em si mesmo. Os festivais não deram lucro e os prejuízo permanecem no imaginário popular. Mas os festivais da Record se tornaram inesquecíveis.


Este resumo foi produzido pelos alunos da 4a Etapa do EJA do turno da tarde da escola Dona Helena Guilhon. Ana Paula da Silva Tavares e Dielson F Rodrigues.

mais informaçções e texo integral consulte: Record escola de talentos in. Revista Carta na Escola. Editora Confiança. pag 18-21, Ed no 50, outobro de 2010.Sao Paulo, SP.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

HIP-HOP NO HELENA GUILHON COM OS "GUERREIROS DAS RUAS"

O grupo de HipHop "guerreiros das ruas" está agitando a Escola Dona Helena Guilhon com o ensaios e gravações para os clip's da Escola e do cantor de Rap MC. Moisés Balieiro. O Hip Hop não é apenas um movimento musical, mas segundo um dos integrantes do grupo e aluno da Escola conhecido como de B.boy Style o Hip-Hop "representa um esporte, uma cultura, educação, lazer e uma forma de conscientizar os jovens a participar dos projetos de dança evitando a criminalidade, o vícios das drogas e aprender a viver de novo".
o Hip Hop não pode ser encarado como um movimento de uma subcultura, hoje é mais um elemento da identidade dos jovens que procuram meios alternativos para viver numa sociedade excluente, é também uma forma de criticar a sociedade que marginaliza os moradores da periferia, os pobres e o negros e que supervaloriza a cultura de consumo, do modismo e dos vícios.
os outros integrante do grupo Guerreiros das Ruas que estão passando as tardes na escola para os gravações e ensaios são o B.boy Elton e o B.boy Borracha além de outros integrantes.
O grupo participou recentemente do AP-Fitness na Assembléia Paraense ficando em segundo lugar e se apresentaram também no Teatro Gazômetro.
Vamos fortalecer essa cultura

domingo, 18 de abril de 2010

14 anos do Massacre da curva do "S" em El dorado dos Carajás


o massacre de Eldorado dos Carajás completa 10 anos de impunidade. Mesmo condenados, os principais comandantes da operação, que resultou no assassinato de 19 trabalhadores rurais sem terra, aguardam o recurso em liberdade.
O massacre de Eldorado dos Carajás é o caso mais conhecido de violência contra trabalhadores rurais, mas não o único caso, pois a truculência do latifúndio e da polícia fez, e ainda faz, outras vítimas entre os trabalhadores e defensores dos direitos humanos no Pará. Dados da Comissão Pastoral da Terra indicam que entre 1995-2004, 169 trabalhadores rurais foram assassinados no Pará. Nesse período, houve ainda 128 tentativas de assassinato e foram registradas 459 ameaças de morte.
Esse padrão de violência contra trabalhadores rurais que ganhou visibilidade com o massacre de Eldorado dos Carajás está diretamente associado à concentração da propriedade da terra, inclusive feita através da apropriação ilegal de terras públicas, conhecida como “grilagem”. O Pará tem mais de 30 milhões de hectares de terras griladas, e este tem sido o pano de fundo das mais variadas formas de violação de direitos.
Além da omissão, conivência ou ainda ação direcionada do estado, as ações de autoridades do Poder Judiciário e do Executivo, via de regra, favorecem grileiros, latifundiários, madeireiros, entre outros. O Poder Judiciário é rápido em autorizar ações policiais de despejo de trabalhadores rurais, decretar prisão de seus líderes, mas ao mesmo tempo, confere inúmeros benefícios a latifundiários e grileiros. Mandantes e assassinos não são presos nem são levados a julgamento; mandados de prisão não são cumpridos e pistoleiros agem em conjunto com policiais. Mesmo nos crimes nos quais houve julgamento, as ações judiciais só foram possíveis depois de longos anos de luta, pressão e denúncias dos trabalhadores rurais e de entidades de direitos humanos nacionais e internacionais.
A impunidade acoberta ações criminosas desses grupos e nenhum esforço é feito pelos órgãos de Segurança Pública e pelo Poder Judiciário para combatê-la. A “morosidade” da Justiça é parcial e reflexo de uma sujeição à pressão do poder político e econômico, retardando ou influenciando o andamento dos processos e dos julgamentos.

Veja as imagens das vítimas do massacre clicando aqui

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Lixão no conjunto Satélite provoca inundações na Mário Covas

Alunos da quarta etapa visitam lixão e pesquisam sobre poluição e lixo e, concluem:

A questão do lixo está diretamente ligada ao modelo de desenvolvimento que vivemos, vinculada ao incentivo do consumo, pois muitas vezes adquirimos coisas que não são necessárias, e tudo que consumimos produzem impactos. Há aproximadamente 40 anos a quantidade de lixo gerada era muito inferior à atual, hoje a população aumentou, a globalização se encontra em um estágio avançado, além disso, as inovações tecnológicas no seguimento dos meios de comunicação (rádio, televisão, internet, celular etc.) facilitaram a dispersão de mercadorias em nível mundial.


O lixo exposto ao ar, atrai inúmeros animais, pequenos ou grandes. Os primeiros a aparecer são as bactérias e os fungos, fazendo seu fantástico papel na natureza. O cheiro da decomposição se alastra com o vento e atrai outros organismos, como baratas, ratos, insetos e urubus, que além de se nutrirem a partir da matéria orgânica presente no lixo, se proliferam, pois o local também lhes oferece abrigo. Estes animais são veiculadores (vetores) de muitas doenças, podendo ser citadas a febre tifóide, a cólera, diversas diarréias, disenteria, tracoma, peste bubônica;

O lixo contribui para a poluição visual, do ar, do solo e da água. Indiretamente atinge o ser humano através de doenças transmitidas por pragas, insetos ou animais cuja cadeia alimenta se faz no lixo:
Insetos como mosquito que transmitem a dengue, malária, febre amarela, tifo, ratos transmissores de peste bubônica, leptospirose e desinteria.
O urubu que apesar de ser útil no processo de transformação do lixo orgânico é protegido pelo código penal que proíbe sua matança, transmite a leptospirose.


O lixo causa enchentes, entope bueiros e diminui a vazão de água. É um dos maiores problemas da sociedade moderna, inclusive do nosso bairro satélite. Calcula-se que 30 % do lixo brasileiro fique espalhado pelas ruas nas grandes cidades.



Quando o lixo se acumula e permanece por algum tempo em determinado local, começa a ser decomposto por bactérias anaeróbicas, resultando na produção de chorume, que é 10 vezes mais poluente que o esgoto. Isto por que o chorume dissolve substâncias como tintas, resinas e outras substâncias químicas e metais pesados de alta toxicidade, contaminando o solo e impedindo o crescimento das plantas, podendo chegar aos lençóis freáticos em dias chuvosos (pois aumenta a penetração do solo).


Vamos cuidar do nosso lixo em diversos ambientes: em casa, na escola, ruas, praças entre outros lugares.

Vamos iniciar a campanha: "Seja Educado, não seja tapado. Lixo tem horário marcado. obrigado"


fontes:http://www.lixo.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=144&Itemid=251

www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/lixo1.htm

www.ib.usp.br/coletaseletiva/.../doencas.htm

www.ambientebrasil.com.br/composer.php3


sábado, 10 de abril de 2010

Espelho da Natureza



Espelho da Natureza: poder, escrita e imaginação na invenção do Brasil. Ed. Paca-Tatu. Belém.pa. Este é o título do recente trabalho, do professor doutor e escritor Geraldo Mártires Coelho, um dos grandes ícones da cultura erudita do Brasil, nessa obra o autor pretende mostrar a forma como a natureza amazônica e brasileira está presente em três momentos distintos, nos séculos XVII, XVIII e XIX. No primeiro período, a obra retrata a Amazônia na teologia política de Padre Vieira. Já no século XVIII, o livro traz figurações iluministas no período de La Condamine e Alexandre Rodrigues Ferreira. "Neste período, o livro fala sobre uma Amazônia cientificamente observada à luz do iluminismo", explicou o autor da obra.

No século XIX, a obra mostra a literatura romântica de José de Alencar ou na música de Carlos Gomes, e é fruto de três estudos feitos pelo historiador para serem apresentados durante seminários na Universidade de Roma, na Feira Pan-Amazônica do Livro, e na Universidade de Guimarães, em Portugal. "A síntese do livro busca trabalhar a forma como a natureza brasileira se revela nesses três momentos, em que o meio natural figura na política, na estética e na imaginação social. Foram seis meses de trabalho, que resultou no livro, o nono lançado pelo escritor. a leitura é fascinante e a obra do escritor é esplendida. Vale a pena conferir.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A sangrenta história da conquista da América Espanhola

Frei Bartolomé De Las Casas, testemunhou a "destruição do paraíso", e surpreendentemente registrou de forma simples e direta o que presenciou e considerou desumano por parte dos espanhóis. morreu aos 92 anos de idade(1474-1566), lutou incansavelmente contra a exploração dos índios na América espanhola. fez dezenas de denúncias, protestos, pedidos, exigindo que os indígenas fossem encarados como verdadeiros "possedores y proprietários de aquellos reinos e tierras". Como vitorioso comemorou a proibição legal de 1542, que praticamente enceraram o sistema das "encomiendas" e combateu a idéia da "serividão natural" dos índios defendida por Juan Gines de Sepulveda. 
Para Las Casas a América era "a mais bela e rica parte do mundo", uma reminescência do paraíso terrestre, e os índios seus habitantes, seres humanos, inteligentes, audazes e belos". Em sua opinião extremada garantia poder assegurar "com certeza e sem medo de errar que os espanhóis jamais tiveram uma guerra justa contra os índios", senão que eram todas provocadas "pela ganância, luxúria, cegueira desses cruéis conquistadores". Os massacres, as terras roubadas e usurpadas, o trabalho estafante e obrigatório ao qual os indígenas eram forçados indignavam profundamente Las Casas. 
O texto escrito por este homem de alma nobre, que radicalmente combateu a exploração dos índios da América é indubitavelmente chocante. e disponibilizarei neste espaço um capítulo do livro O Paraíso Destruído: A sangrenta História da conquista da América Espanhola. Frei Bartolomé de Las Casas; tradução de Heraldo Barbuy. 2 ed. Porto Alegre: L&PM, 2008. 168 p.: 18 cm--(Coleção L&PM Pocket)

terça-feira, 23 de março de 2010

Os sacrifícios humanos para os Maias

A idéia de sacrifício sempre esteve presente entre os povos em sua manifestações religiosas, desde os povos mais primitivos até aqueles que consideramos os mais evoluímos, como nós. No cristianismo, o sacrifício esteve presente constantemente em suas narrativas bíblicas até a crucificação de Cristo e posteriormente, o seu sacrifício perpetuou-se nos rituais religiosos da religião cristã, apesar de ter sofrido uma fragmentação com a Reforma Protestante, mas permaneceu a idéia de sacrifício; quando ingerimos a Hóstia após a consagração, estamos ingerindo o corpo de cristo, o vinho,  seu sangue. Entre os índios da América os tupinambás, em seus rituais antropofágicos, ingeriam o inimigo para, também, homenagear seus deuses. Os povos pré-colombianos também mantinham seus rituais de sacrifício e tinham seus motivos, descubra esses motivos clicando aqui
iconografia, Viagem ao Brasil. Hans Stadem

Os Deuses Astecas

       Os povos pré-colombianos construíram ao longo dos anos uma América surpreendentemente diferente da cultura ocidental européia. causando choque aos seus visitantes que por aqui chegaram em 1500. Possuíam, organização política, social, econômica e religiosa próprias. 
      Os deuses, por exemplo, para os nossos visitantes representavam a diversas manifestações do demônio, que para cá havia se refugiado e se escondia nos desertos do sertão; o deserto como um espaço vazio que deveria ser preenchido pela civilização. 
Os europeus não entenderam que os ameríndios possuíam seus próprios deuses, veja quais eram esses deuses  ... clicando aqui 

domingo, 21 de março de 2010

O Paraíso na Ótica dos Viajantes do século XVI

      

Os viajantes do alvorecer do século XVI viam nascer o mercantilismo, o germe que acabaria por transformar sua sociedade, os Estados modernos, as idéias reformistas do cristianismo, a monetarização da economia, o individualismo na arte e o humanismo na religião. Buscava ser racionalista, sendo a "descoberta" ou "achamento" de um Novo Mundo uma grande ruptura quanto à dimensão do Orbe, antes compactado entre as cortinas de ferro no Oriente distante ou além do Mar Tenebroso- a idéia de abismo.

Não podemos esquecer que somos produto do nosso tempo, o que construímos mentalmente exprime nossas visões de mundo, de nós mesmos e dos outros. o outro muitas das vezes é o diferente, e nos não nos vimos como diferentes ou estranhos, os europeus nos viram como diferentes, pelas nossas crenças, cultura, nudez, rituais antropofágicos e que nas nossas matas o demonio havia se refugiado e que por isso, os indígenas do seiscentos deveriam ser catequizados, cristianizados entre outras intensões. Portanto, saiba mais sobre a construção da visão de paraíso que os europeus criaram do Brasil nos primeiros anos de sua chegada nessas terras, e perceba que, na verdade, os europeus desde a Idade Média sonhavam em chegar num paraíso terrestre. clique aqui



quinta-feira, 18 de março de 2010

Belle Époque - ontem e hoje

rua João Alfredo. centro comercial

Para um viajante do inicio do século XX que passeasse pelas ruas de Belém poderia concluir que estaria em algum lugar da europa. A semelhança de Belém com alguma cidade européia não se dava à toa, mas pelas avenidas arborizadas, quiosques nas esquinas das ruas, bondes circulando, crematórios, necrotérios, asilos, praças, teatros, palacetes, cinema, hotéis, casarões - decorrados com azulejos portugueses, obras feita de ferro, tudo isso, era a modernidade presente na Amazônia, era Belém passando por um processo de embelezamento e europeização, era Belém sendo higienizada e civilizada.

      Esse projeto de modernização partiu do intendente Antonio Lemos que governou a cidade por 13 anos, e mesmo sem nunca ter conhecido a europa enquanto era intendente conseguiu com base em seus livros, revistas e informações de viajantes construir uma cidade em moldes europeus.
A principal preocupação do intendente, era de tornar a cidade apresentável, melhorar seu aspecto estético, seguro e higiênico para os visitantes, os quais, eram grandes financistas, banqueiros, empresários, seringalistas, comerciantes; a cidade era o principal centro financeiro da região devido a economia da borracha, a qual gerou grande quantidade de divisas, divisas essas que serviram em parte para custear as obras projetadas por Lemos.
      A Europa, considerada pelas elites intectuais e políticas como o centro da civilização, do progresso e da modernidade; exportava seus "paradigmas" para todos os continentes do planeta, daí a necessidade de organizar a cidade de Belém sob os princípios da "ordem, progresso e da civilização".
     A primeira medida a ser tomada, segundo lemos, deveria ser o de higienizar a cidade, para afastar as doenças que assolavam a região e eram temidas pelos viajantes. Logo, foi construído o primeiro crematório da América Latina, bem à margem da bahia; em seguida vieram as ruas calçadas, o sistema de esgoto e o crematório, bem distante do centro da cidade (dando origem ao atual bairro da cremação). Segundo a historiadora Nazaré Sarges em "Belém, riquezas produzindo a Belle èpoque" Lemos passeava pelas ruas da cidade bem cedo antes de ir para o palácio do governo para verificar se havia lixo jogado pelas ruas, e, quando chegava no palácio ordenava para os funcionários providenciarem o recolhimento dos dejetos.
      Não bastava portanto somente estas medidas, era preciso educar o povo, pois era "mau educado" segundo o intendente; surge então a necessidade de criar os Códigos de Postura Municipais que determinava por exemplo: que as roupas lavadas não poderiam mais quarar na grama das praças, algazarras nas ruas, bebedeiras, cuspir no chão, para os homens - andar sem camisa, batuques o não cumprimento de tais medidas eram repreendidas com pagamento de multas e, em caso de reicindente era preso.
          As pedras, os azulejos das frentes das casas, os mármores, as grades de ferro, os vitrais, os tecidos das roupas tudo era importado da Europa.
            
rua da cidade velha, casarões com azulejos portugueses, a parte de baixo servia para atividades de comércio e a parte de cima eram moradias.

As praças construídas nesse período reuniam o que de mais elegante havia nas cidades européias. Praça da República, por exemplo, foi construída com a forte presença da cultura greco-romana, como as colunas em estilo, dórico, coríntio e jônico e ainda elementos da art nouveau; o terreno da praça foi ondulado para dar a idéia de relevos, montanhas, como os campos europeus; as mangueiras foram importadas e arborizaram as ruas para amenizar o calor.
Praça da República, 2010.







    
Teatro da Paz, 2010; colunas gregas, janelas retas, fênix, estilo europeu em evidência.

Instrumentos de tortura na Idade Média

       A Idade Média não é a "Idade das Trevas" como muitos ainda a interpretam por falta de conhecimento desse período. Sabemos que as universidade, o arado, o comércio, a imprensa, nasceram na Idade Média. estamos falando de um período da história comum, logicamente com suas especificidades mentais, políticas, sociais que não a transformam em um período de atraso nem de ignorância, ao contrário um período tão rico e fantástico quanto a nossa contemporaneidade.
Portanto, há um lado sombrio, que hoje olhamos para trás e somos levados a pensar: os homens faziam mesmo isso?; a resposta é, sim! tinham seus motivos: políticos, religiosos, ambições e pretensões, mas que deve ficar somente no pensar e não nos levar a fazer juízo de certo ou errado principalmente aos historiadores. Esse lado sombrio esta ligado às práticas de tortura praticados por membros da Igreja Católica nos julgamentos e condenações do Tribunal do Santo Ofício. 

Se você está preparado para ver as imagens, então continue a leitura.

Logicamente, com tamanho poder, os Tribunais impunham punições políticas e econômicas, de forma a aumentar a expansão da Igreja na época. Dessa forma, as penas mais leves, geralmente vistas como alívio, era o confisco de bens, além de flagelos públicos, e desfiles com roupas de hereges. Com a vasta quantidade de penas aplicada, não é difícil entender porque a Igreja foi relativamente a instituição mais rica da história. Com ela, enriqueciam os reis que a apoiavam, como era o caso dos espanhóis.
     Ao lado uma iconografia de uma mulher sendo torturada por um dos instrumentos medievais, percebam que esse tipo de tortura não provocava morte fatal, mas os condenados passavam horas, dias definhando até a morte.
      Se você está preparado para ver cenas fortes de como os homens e mulheres eram torturados na Idade Média clique no link abaixo. mas se você não estiver preparado continue apenas neste resumo.


clik aqui






quarta-feira, 17 de março de 2010

Bomba da Segunda Guerra Mundial encontrada na França

Artefato de 250kg foi encontrado durante obras num hospital. Cerca de 1.500 pessoas foram retiradas de casa para a desativação.

O especialista antibombas Philippe Sorensen carrega dispositivo encontrado em Saint-Etienne-du-Rouvray, norte da França. Artefato é da Segunda Guerra Mundial e foi descoberto durante trabalhos de engenharia em um hospital (Foto: Robert Francois/AFP).





Cerca de 1.500 pessoas foram retiradas de suas casas enquanto a bomba de 250 quilos foi desativada (Foto: Robert Francois/AFP)




Notícia vinculada ao globo.com

"Tecnologia da Morte" - fornos crematórios

"Em 1942, os grandes crematórios foram completados, e o processo inteiro passou a ser realizado nos prédios novos. Novas vias férreas levavam ao crematório. As pessoas eram selecionadas como antes, com a única exceção de que os incapazes de trabalhar iam para o crematório, em vez de serem conduzidas às casas de fazenda. Era um prédio grande e moderno; havia salas de despir e câmaras de gás subterrâneas, e um crematório acima da superfície, mas tudo no mesmo prédio. Havia quatro câmaras de gás subterrâneas; duas grandes, cada uma acomodando duas mil pessoas, e duas menores, cada uma acomodando 1.600 pessoas. As câmaras de gás eram construídas com uma instalação de chuveiro, com duchas, canos de água, algumas instalações hidráulicas e um sistema de ventilação elétrico moderno, de modo que, após o envenenamento por gás, o aposento fosse arejado por meio do dispositivo de ventilação elétrico. Os corpos eram trazidos por elevadores até o crematório acima. Havia cinco fornos duplos.

"Queimar duas mil pessoas levava cerca de 24 horas nos cinco fornos. Geralmente só conseguíamos cremar cerca de 1.700 a 1.800. Estávamos portanto sempre atrasados em nossa cremação, porque, como você pode ver, era bem mais fácil exterminar com gás do que cremar, que exigia muito mais tempo e trabalho.

"Quando o processo estava em andamento, dois ou três transportes chegavam diariamente, cada um com cerca de duas mil pessoas. Esses eram os períodos mais difíceis, porque tínhamos que exterminá-las de uma vez, e as instalações de cremação, mesmo com os novos crematórios, não acompanhavam o ritmo do extermínio."
 
Trecho do relato de Leon Goldensohn, médico e psiquiatra da prisão de Nuremberg, de uma conversa em 8 de abril de 1946 com Rudolf Hoess, comandante de Auschwitz (não confundir com Rudolf Hess).

Fonte: The Nuremberg Interviews, edição brasileira Companhia das Letras.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Por que "AVATAR" não levou o oscar? e por que "Guerra ao Terror"?

Filme vencedor transforma assassinos em heróis-santospor - Luiz Bolognesi (*)
         Ao contrário do que parece à primeira vista, a polarização entre "Avatar" e "Guerra ao Terror" não traduz uma disputa entre cinema industrial e cinema independente, nem batalha entre homem e mulher. O que estava em jogo e continua é o confronto entre um filme contra a máquina de guerra e a economia que a alimenta, e outro absolutamente a favor, com estratégias subliminares a serviço da velha apologia à cavalaria.

"Avatar" foi acusado nos Estados Unidos de ser propaganda de esquerda. E é. Por isso é interessante. No filme, repleto de clichês, os vilões são o general, o exército americano e as companhias exploradoras de minério do subsolo. Os heróis são o “povo da floresta”. A certa altura, eles reúnem todos os ”clãs” para enfrentar o invasor americano.

Clãs? Invasor americano?
Que passa? É difícil entender como a indústria de Hollywood conseguiu produzir um filme tão na contramão dos interesses do país e transformá-lo no filme mais visto na história do cinema. Esse fato derruba qualquer teoria conspiratória, derruba décadas de pensamento de esquerda segundo a qual a indústria de Hollywood está sempre a serviço da ideologia do fast-food e da economia que avança com mísseis, aviões e tanques. Como explicar esse fenômeno tão contraditório?

Brechas, lacunas na História. Ou, como diria Foucault, a História é feita de acasos e não de uma continuidade lógica cartesiana. A necessidade do grande lucro, da grande bilheteria mundial produziu uma antítese sem precedentes chamada James Cameron. O homem de Titanic tinha carta branca. Pelas regras da cultura do “ao vencedor, as batatas”, Cameron podia tudo porque era capaz de fazer explodir as bilheterias mundiais.

Mas calma lá, cara pálida, uma incoerência desse tamanho, você acredita que passaria despercebida? O general americano, vilão? As companhias americanas que extraem minério debaixo das florestas tratadas como o  império das sombras? Alto lá. Devagar com o andor, mister Cameron.

Aí, alguém chegou correndo com um DVD na mão.
Vocês viram esse filme da ex-mulher do Cameron? Não, ninguém viu? Então vejam. É sensacional. Ao contrário de Avatar, nesse DVD o soldado americano é o herói. Aliás, mais que herói, ele é um santo que arrisca sua própria vida para salvar iraquianos inocentes. Jura? Sim, o pitbull americano é humanizado e glamourizado, mais que isso, ele é santificado. Então há tempo.

"Guerra ao Terror" estreou no Festival de Veneza há dois anos. Por acaso eu estava lá como roteirista de "Terra Vermelha", do diretor italiano Marco Bechis, e fui testemunha ocular da história. O filme da diretora Kathryn Bigelow foi absolutamente desprezado pelos jornalistas e pelo público. E seguiu assim. Indo direto ao DVD, em muitos países, sem passar pelas salas de cinema. Até ser resgatado pela indústria americana como um trunfo necessário para contestar "Avatar" e reverenciar a máquina de guerra e o sacrifício de tantos jovens americanos mortos e decepados em campo de batalha.

Trabalhando num projeto para o mesmo diretor italiano, que pretendia fazer um filme sobre os viciados em guerra no Iraque, eu pesquisei o assunto durante alguns meses. Tudo muito parecido com o filme de Bigelow, exceto
por um detalhe. O detalhe é que os soldados americanos que se tornam dependentes da adrenalina da guerra tornam-se assassinos compulsórios e não salvadores de vidas. O sintoma dos viciados em guerra é atirar em qualquer coisa que se mexa, tratar a realidade como videogame e lidar com armas e balas de verdade como um brinquedo erótico. Se "Guerra ao Terror" representasse nas telas essa dimensão da realidade, seria um filme sensacional, mas não teria levado o Oscar, podem apostar.

"Guerra ao Terror" venceu o Oscar porque, como nos filmes de forte apache, transforma os assassinos que dizimam outras culturas em heróis santificados. A cena extremamente longa e minimalista em que os jovens soldados americanos, em situação desprivilegiada, combatem no deserto os iraquianos é o que, se não uma cena clássica de caubóis cercados por apaches?

Sem nenhuma surpresa para filmes desse gênero, os garotos americanos vencem, matam os iraquianos sem rosto, como os caubóis faziam com os apaches no velho-oeste. A cena do garoto iraquiano morto, com uma bomba colocada dentro do corpo por impiedosos iraquianos, que literalmente matam criancinhas, tem a sutileza de um elefante numa loja de cristais. Propaganda baratíssima da máquina de guerra.

No filme de Cameron, podem ser os apaches que derrotam o general e expulsam a cavalaria americana. Mas isso é apenas uma ficção. Na vida real do Oscar, a cavalaria precisa continuar massacrando os apaches.
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(*) Luiz Bolognesi é roteirista de filmes como "Bicho de Sete Cabeças" e "Chega de Saudade"

quarta-feira, 10 de março de 2010

A Idade Média - O nascimento do ocidente

Ana Lúcia Pereira da Silva, discute em artigo a obra "A Idade Média: Nascimento do Ocidente", do professor da Universidade de São Paulo, Hilário Franco Júnior.



Por Ana Lucia Pereira da Silva*
“... a civilização medieval, apesar de limitada materialmente segundo os padrões atuais, dava ao homem um sentido de vida. Ele se via desempenhando um papel, por menor que fosse de alcance amplo, importante para o equilíbrio do universo. Não sofria, portanto, com o sentimento de substituibilidade que atormenta o homem contemporâneo.“ (Hilário Franco Junior).

A obra A IDADE MÉDIA: NASCIMENTO DO OCIDENTE, do professor de História Medieval da Universidade de São Paulo, Hilário Franco Júnior, editora Brasiliense, com sua primeira publicação datada em 1986, atende aos seguintes objetivos: suprir a necessidade do leitor brasileiro sobre o tema, oferecer ao leitor o instrumental necessário para iluminar o passado como resposta e compreensão do presente, além da busca do equilíbrio entre as informações e interpretações com a presença de informações que elucidem o leitor ocidental que, embora esteja no século XXI, muito herdou desse período em todas as esferas que o rodeia (nos patrimônios cultural-econômico-acadêmico-político-linguístico-material). O texto divide-se em nove capítulos, abarcando os principais aspectos da fase histórica analisada, com a presença de quadros e orientação de pesquisa para leitores que, necessariamente, não têm formação específica em História ou no Período Medieval.  leia o texto integral clicando Aqui