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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Obrigado Galera!!!!!!!!!!!!!!

A feira de História do Helena foi um sucesso. Os alunos prestigiaram os trabalhos das turmas 711, 712, 713 e da 732 e ainda rolou o carimbó da nossa terra com os alunos percursionistas do primeiro e segundo ano do ensino médio. Muitas guloseimas foram feitas com as frutas. inclusive bolo de casca de banana (ocê pode ter a receita assistindo ao vídeo clicando (aqui). Um abraços à todos aqueles que contribuíram para o evento. Peço desculpas se não saiu perfeito, até o próximo.
olha aí a galera do carimbó...


tem mais no banner.. falou   e vamos comentar galeraaaaaaaa!!!!!
Conheça as frutas brasileiras que mais fazem sucesso no mundo clicando aqui

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dia 12 de novembro 1a Feira de História da Escola Helena Guilhon

Com o Tema: "Conhecendo o mundo através das frutas", estaresmos realizando a primeira feira de História dos alunos da quarta etapa e do oitavo ano do ensino fundamental da Escola Dona Helena Gulhon. A sugestão deste tema surgiu a partir de uma discussão em sala de aula à respeito dos hábitos alimentares dos alunos da escola, pois a maioria não tem o hábito de inserir em sua dieta diária nem legumes nem frutas. Por conta disso, veio a proposta de pesquisar-mos mais a fundo sobre a importância em mudar nossos hábitos alimentares para preservarmos uma qualidade de vida razoável por uma boa saúde. A partir dessa idéia resolvemos realizar uma feira para divulgarmos para os outros alunos e a comunidade que cerca a escola sobre aquiçlo que foi pesquisado e apreendido por todos.
O que foi bem interessante nessa atividade foi a descoberta das origens das frutas no planeta, por exemplo, não sabíamos que o abacate teria se originado no méxico e já era utilizado pelos Astecas em sua dietas alimentares, mas isso é só o começo.
Se você tiver um tempinho dia 12 de novembro venha visitar nossa feira saber de onde vieram, de quais partes do mundo vieram as frutas que dispomos à mesa, ou venha aprender alguma receita interessante.
esperamos por você. 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Guerras, Utopias e Ilusões- os festivais musicais da Record na década de 1960

Durante os anos 1960 os festivais musicais promovidos pelas televisões abriam as chances para muitas pessoas, músicos buscassem mostrar seu talento. O Festival de 1967, promovido pela Record foi o que mais marcou a disputa realizada entre estética e propostas politicas divergentes.

Torcidas organizadas tendo por prerrogativas defesas políticas, disputavam a cena. Além disso, a televisão dava mais complexidade a situação. O público se interessava por todos os produtos envolvidos nessas produções, como revistas, long-plays e grifes de roupas, mas também no uso de atitudes e comportamentos.
Com o regime militar instaurado em 1964 as coisas começaram a mudar. Em 1967 o Brasil já contava com quatro Atos Institucionais. entreanto a censura ainda não percebia nesses programas populares o espaço de atuação politica perigosa ao questionamento do regime.
O Festival de 1967 alçou ao estrelato jovens artistas que no ano seguinte (1968) seriam reconhecidos por multidões e participariam dos grandes atos públcos de questionamento das restrições impostas sobre a sociedade. Esses jovens engajados após AI-5 foram coagidos a seguir para o exílio.
Cantores que se destacavam eram aqueles que levavam em suas letras mensagens políticsa que refletiam o sonho de ter a liberdade e não a repressão militar; outros ligado à vertente nacionalista que defendiam a autenticidade da cultura brasileira.
Esses jovens artistas acreditavam que os movimetos populaes deveriam ser estimuçados por meio das artes. acreditavam também que a arte deveria ser educativa parapromover a consciência de classe.
Dentre os mais conhecidos destacamos Edu Lobo, Capinam, Sérgio Ricardo e Gealdo Vandré, entre outros
Os tropicalistas defendiam que a música deveria seguir em evolução e incorporar novas informações até então desqualificadas pela “alta cultura”, como pode ser percebida na música de Gilberto Gil, Domingo no Parque, que faz a fusão entre o canto repentista nordestino e o rock, com arranjo de Rogério Duprat, músico vinculado à defesa da moderna música erudita, e participação da banda de rock Mutantes.
Trecho da música:


(...)O José como sempre
No fim da semana
Guardou a barraca e sumiu
Foi fazer no domingo
Um passeio no parque
Lá perto da Boca do Rio...
Foi no parque
Que ele avistou
Juliana
Foi que ele viu
Foi que ele viu Juliana na roda com João
Uma rosa e um sorvete na mão
Juliana seu sonho, uma ilusão
Juliana e o amigo João...
Os Festivais de Músicas da Record não tinham hora para começar nem para temiar, não havia corte determinado de tempo para a entrada dos anunciantes, que não pagavm pelo tempo de sua veiculação, mas sim pela produção do programa em si mesmo. Os festivais não deram lucro e os prejuízo permanecem no imaginário popular. Mas os festivais da Record se tornaram inesquecíveis.


Este resumo foi produzido pelos alunos da 4a Etapa do EJA do turno da tarde da escola Dona Helena Guilhon. Ana Paula da Silva Tavares e Dielson F Rodrigues.

mais informaçções e texo integral consulte: Record escola de talentos in. Revista Carta na Escola. Editora Confiança. pag 18-21, Ed no 50, outobro de 2010.Sao Paulo, SP.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

HIP-HOP NO HELENA GUILHON COM OS "GUERREIROS DAS RUAS"

O grupo de HipHop "guerreiros das ruas" está agitando a Escola Dona Helena Guilhon com o ensaios e gravações para os clip's da Escola e do cantor de Rap MC. Moisés Balieiro. O Hip Hop não é apenas um movimento musical, mas segundo um dos integrantes do grupo e aluno da Escola conhecido como de B.boy Style o Hip-Hop "representa um esporte, uma cultura, educação, lazer e uma forma de conscientizar os jovens a participar dos projetos de dança evitando a criminalidade, o vícios das drogas e aprender a viver de novo".
o Hip Hop não pode ser encarado como um movimento de uma subcultura, hoje é mais um elemento da identidade dos jovens que procuram meios alternativos para viver numa sociedade excluente, é também uma forma de criticar a sociedade que marginaliza os moradores da periferia, os pobres e o negros e que supervaloriza a cultura de consumo, do modismo e dos vícios.
os outros integrante do grupo Guerreiros das Ruas que estão passando as tardes na escola para os gravações e ensaios são o B.boy Elton e o B.boy Borracha além de outros integrantes.
O grupo participou recentemente do AP-Fitness na Assembléia Paraense ficando em segundo lugar e se apresentaram também no Teatro Gazômetro.
Vamos fortalecer essa cultura

domingo, 18 de abril de 2010

14 anos do Massacre da curva do "S" em El dorado dos Carajás


o massacre de Eldorado dos Carajás completa 10 anos de impunidade. Mesmo condenados, os principais comandantes da operação, que resultou no assassinato de 19 trabalhadores rurais sem terra, aguardam o recurso em liberdade.
O massacre de Eldorado dos Carajás é o caso mais conhecido de violência contra trabalhadores rurais, mas não o único caso, pois a truculência do latifúndio e da polícia fez, e ainda faz, outras vítimas entre os trabalhadores e defensores dos direitos humanos no Pará. Dados da Comissão Pastoral da Terra indicam que entre 1995-2004, 169 trabalhadores rurais foram assassinados no Pará. Nesse período, houve ainda 128 tentativas de assassinato e foram registradas 459 ameaças de morte.
Esse padrão de violência contra trabalhadores rurais que ganhou visibilidade com o massacre de Eldorado dos Carajás está diretamente associado à concentração da propriedade da terra, inclusive feita através da apropriação ilegal de terras públicas, conhecida como “grilagem”. O Pará tem mais de 30 milhões de hectares de terras griladas, e este tem sido o pano de fundo das mais variadas formas de violação de direitos.
Além da omissão, conivência ou ainda ação direcionada do estado, as ações de autoridades do Poder Judiciário e do Executivo, via de regra, favorecem grileiros, latifundiários, madeireiros, entre outros. O Poder Judiciário é rápido em autorizar ações policiais de despejo de trabalhadores rurais, decretar prisão de seus líderes, mas ao mesmo tempo, confere inúmeros benefícios a latifundiários e grileiros. Mandantes e assassinos não são presos nem são levados a julgamento; mandados de prisão não são cumpridos e pistoleiros agem em conjunto com policiais. Mesmo nos crimes nos quais houve julgamento, as ações judiciais só foram possíveis depois de longos anos de luta, pressão e denúncias dos trabalhadores rurais e de entidades de direitos humanos nacionais e internacionais.
A impunidade acoberta ações criminosas desses grupos e nenhum esforço é feito pelos órgãos de Segurança Pública e pelo Poder Judiciário para combatê-la. A “morosidade” da Justiça é parcial e reflexo de uma sujeição à pressão do poder político e econômico, retardando ou influenciando o andamento dos processos e dos julgamentos.

Veja as imagens das vítimas do massacre clicando aqui

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Lixão no conjunto Satélite provoca inundações na Mário Covas

Alunos da quarta etapa visitam lixão e pesquisam sobre poluição e lixo e, concluem:

A questão do lixo está diretamente ligada ao modelo de desenvolvimento que vivemos, vinculada ao incentivo do consumo, pois muitas vezes adquirimos coisas que não são necessárias, e tudo que consumimos produzem impactos. Há aproximadamente 40 anos a quantidade de lixo gerada era muito inferior à atual, hoje a população aumentou, a globalização se encontra em um estágio avançado, além disso, as inovações tecnológicas no seguimento dos meios de comunicação (rádio, televisão, internet, celular etc.) facilitaram a dispersão de mercadorias em nível mundial.


O lixo exposto ao ar, atrai inúmeros animais, pequenos ou grandes. Os primeiros a aparecer são as bactérias e os fungos, fazendo seu fantástico papel na natureza. O cheiro da decomposição se alastra com o vento e atrai outros organismos, como baratas, ratos, insetos e urubus, que além de se nutrirem a partir da matéria orgânica presente no lixo, se proliferam, pois o local também lhes oferece abrigo. Estes animais são veiculadores (vetores) de muitas doenças, podendo ser citadas a febre tifóide, a cólera, diversas diarréias, disenteria, tracoma, peste bubônica;

O lixo contribui para a poluição visual, do ar, do solo e da água. Indiretamente atinge o ser humano através de doenças transmitidas por pragas, insetos ou animais cuja cadeia alimenta se faz no lixo:
Insetos como mosquito que transmitem a dengue, malária, febre amarela, tifo, ratos transmissores de peste bubônica, leptospirose e desinteria.
O urubu que apesar de ser útil no processo de transformação do lixo orgânico é protegido pelo código penal que proíbe sua matança, transmite a leptospirose.


O lixo causa enchentes, entope bueiros e diminui a vazão de água. É um dos maiores problemas da sociedade moderna, inclusive do nosso bairro satélite. Calcula-se que 30 % do lixo brasileiro fique espalhado pelas ruas nas grandes cidades.



Quando o lixo se acumula e permanece por algum tempo em determinado local, começa a ser decomposto por bactérias anaeróbicas, resultando na produção de chorume, que é 10 vezes mais poluente que o esgoto. Isto por que o chorume dissolve substâncias como tintas, resinas e outras substâncias químicas e metais pesados de alta toxicidade, contaminando o solo e impedindo o crescimento das plantas, podendo chegar aos lençóis freáticos em dias chuvosos (pois aumenta a penetração do solo).


Vamos cuidar do nosso lixo em diversos ambientes: em casa, na escola, ruas, praças entre outros lugares.

Vamos iniciar a campanha: "Seja Educado, não seja tapado. Lixo tem horário marcado. obrigado"


fontes:http://www.lixo.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=144&Itemid=251

www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/lixo1.htm

www.ib.usp.br/coletaseletiva/.../doencas.htm

www.ambientebrasil.com.br/composer.php3


sábado, 10 de abril de 2010

Espelho da Natureza



Espelho da Natureza: poder, escrita e imaginação na invenção do Brasil. Ed. Paca-Tatu. Belém.pa. Este é o título do recente trabalho, do professor doutor e escritor Geraldo Mártires Coelho, um dos grandes ícones da cultura erudita do Brasil, nessa obra o autor pretende mostrar a forma como a natureza amazônica e brasileira está presente em três momentos distintos, nos séculos XVII, XVIII e XIX. No primeiro período, a obra retrata a Amazônia na teologia política de Padre Vieira. Já no século XVIII, o livro traz figurações iluministas no período de La Condamine e Alexandre Rodrigues Ferreira. "Neste período, o livro fala sobre uma Amazônia cientificamente observada à luz do iluminismo", explicou o autor da obra.

No século XIX, a obra mostra a literatura romântica de José de Alencar ou na música de Carlos Gomes, e é fruto de três estudos feitos pelo historiador para serem apresentados durante seminários na Universidade de Roma, na Feira Pan-Amazônica do Livro, e na Universidade de Guimarães, em Portugal. "A síntese do livro busca trabalhar a forma como a natureza brasileira se revela nesses três momentos, em que o meio natural figura na política, na estética e na imaginação social. Foram seis meses de trabalho, que resultou no livro, o nono lançado pelo escritor. a leitura é fascinante e a obra do escritor é esplendida. Vale a pena conferir.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A sangrenta história da conquista da América Espanhola

Frei Bartolomé De Las Casas, testemunhou a "destruição do paraíso", e surpreendentemente registrou de forma simples e direta o que presenciou e considerou desumano por parte dos espanhóis. morreu aos 92 anos de idade(1474-1566), lutou incansavelmente contra a exploração dos índios na América espanhola. fez dezenas de denúncias, protestos, pedidos, exigindo que os indígenas fossem encarados como verdadeiros "possedores y proprietários de aquellos reinos e tierras". Como vitorioso comemorou a proibição legal de 1542, que praticamente enceraram o sistema das "encomiendas" e combateu a idéia da "serividão natural" dos índios defendida por Juan Gines de Sepulveda. 
Para Las Casas a América era "a mais bela e rica parte do mundo", uma reminescência do paraíso terrestre, e os índios seus habitantes, seres humanos, inteligentes, audazes e belos". Em sua opinião extremada garantia poder assegurar "com certeza e sem medo de errar que os espanhóis jamais tiveram uma guerra justa contra os índios", senão que eram todas provocadas "pela ganância, luxúria, cegueira desses cruéis conquistadores". Os massacres, as terras roubadas e usurpadas, o trabalho estafante e obrigatório ao qual os indígenas eram forçados indignavam profundamente Las Casas. 
O texto escrito por este homem de alma nobre, que radicalmente combateu a exploração dos índios da América é indubitavelmente chocante. e disponibilizarei neste espaço um capítulo do livro O Paraíso Destruído: A sangrenta História da conquista da América Espanhola. Frei Bartolomé de Las Casas; tradução de Heraldo Barbuy. 2 ed. Porto Alegre: L&PM, 2008. 168 p.: 18 cm--(Coleção L&PM Pocket)

terça-feira, 23 de março de 2010

Os sacrifícios humanos para os Maias

A idéia de sacrifício sempre esteve presente entre os povos em sua manifestações religiosas, desde os povos mais primitivos até aqueles que consideramos os mais evoluímos, como nós. No cristianismo, o sacrifício esteve presente constantemente em suas narrativas bíblicas até a crucificação de Cristo e posteriormente, o seu sacrifício perpetuou-se nos rituais religiosos da religião cristã, apesar de ter sofrido uma fragmentação com a Reforma Protestante, mas permaneceu a idéia de sacrifício; quando ingerimos a Hóstia após a consagração, estamos ingerindo o corpo de cristo, o vinho,  seu sangue. Entre os índios da América os tupinambás, em seus rituais antropofágicos, ingeriam o inimigo para, também, homenagear seus deuses. Os povos pré-colombianos também mantinham seus rituais de sacrifício e tinham seus motivos, descubra esses motivos clicando aqui
iconografia, Viagem ao Brasil. Hans Stadem

Os Deuses Astecas

       Os povos pré-colombianos construíram ao longo dos anos uma América surpreendentemente diferente da cultura ocidental européia. causando choque aos seus visitantes que por aqui chegaram em 1500. Possuíam, organização política, social, econômica e religiosa próprias. 
      Os deuses, por exemplo, para os nossos visitantes representavam a diversas manifestações do demônio, que para cá havia se refugiado e se escondia nos desertos do sertão; o deserto como um espaço vazio que deveria ser preenchido pela civilização. 
Os europeus não entenderam que os ameríndios possuíam seus próprios deuses, veja quais eram esses deuses  ... clicando aqui 

domingo, 21 de março de 2010

O Paraíso na Ótica dos Viajantes do século XVI

      

Os viajantes do alvorecer do século XVI viam nascer o mercantilismo, o germe que acabaria por transformar sua sociedade, os Estados modernos, as idéias reformistas do cristianismo, a monetarização da economia, o individualismo na arte e o humanismo na religião. Buscava ser racionalista, sendo a "descoberta" ou "achamento" de um Novo Mundo uma grande ruptura quanto à dimensão do Orbe, antes compactado entre as cortinas de ferro no Oriente distante ou além do Mar Tenebroso- a idéia de abismo.

Não podemos esquecer que somos produto do nosso tempo, o que construímos mentalmente exprime nossas visões de mundo, de nós mesmos e dos outros. o outro muitas das vezes é o diferente, e nos não nos vimos como diferentes ou estranhos, os europeus nos viram como diferentes, pelas nossas crenças, cultura, nudez, rituais antropofágicos e que nas nossas matas o demonio havia se refugiado e que por isso, os indígenas do seiscentos deveriam ser catequizados, cristianizados entre outras intensões. Portanto, saiba mais sobre a construção da visão de paraíso que os europeus criaram do Brasil nos primeiros anos de sua chegada nessas terras, e perceba que, na verdade, os europeus desde a Idade Média sonhavam em chegar num paraíso terrestre. clique aqui



quinta-feira, 18 de março de 2010

Belle Époque - ontem e hoje

rua João Alfredo. centro comercial

Para um viajante do inicio do século XX que passeasse pelas ruas de Belém poderia concluir que estaria em algum lugar da europa. A semelhança de Belém com alguma cidade européia não se dava à toa, mas pelas avenidas arborizadas, quiosques nas esquinas das ruas, bondes circulando, crematórios, necrotérios, asilos, praças, teatros, palacetes, cinema, hotéis, casarões - decorrados com azulejos portugueses, obras feita de ferro, tudo isso, era a modernidade presente na Amazônia, era Belém passando por um processo de embelezamento e europeização, era Belém sendo higienizada e civilizada.

      Esse projeto de modernização partiu do intendente Antonio Lemos que governou a cidade por 13 anos, e mesmo sem nunca ter conhecido a europa enquanto era intendente conseguiu com base em seus livros, revistas e informações de viajantes construir uma cidade em moldes europeus.
A principal preocupação do intendente, era de tornar a cidade apresentável, melhorar seu aspecto estético, seguro e higiênico para os visitantes, os quais, eram grandes financistas, banqueiros, empresários, seringalistas, comerciantes; a cidade era o principal centro financeiro da região devido a economia da borracha, a qual gerou grande quantidade de divisas, divisas essas que serviram em parte para custear as obras projetadas por Lemos.
      A Europa, considerada pelas elites intectuais e políticas como o centro da civilização, do progresso e da modernidade; exportava seus "paradigmas" para todos os continentes do planeta, daí a necessidade de organizar a cidade de Belém sob os princípios da "ordem, progresso e da civilização".
     A primeira medida a ser tomada, segundo lemos, deveria ser o de higienizar a cidade, para afastar as doenças que assolavam a região e eram temidas pelos viajantes. Logo, foi construído o primeiro crematório da América Latina, bem à margem da bahia; em seguida vieram as ruas calçadas, o sistema de esgoto e o crematório, bem distante do centro da cidade (dando origem ao atual bairro da cremação). Segundo a historiadora Nazaré Sarges em "Belém, riquezas produzindo a Belle èpoque" Lemos passeava pelas ruas da cidade bem cedo antes de ir para o palácio do governo para verificar se havia lixo jogado pelas ruas, e, quando chegava no palácio ordenava para os funcionários providenciarem o recolhimento dos dejetos.
      Não bastava portanto somente estas medidas, era preciso educar o povo, pois era "mau educado" segundo o intendente; surge então a necessidade de criar os Códigos de Postura Municipais que determinava por exemplo: que as roupas lavadas não poderiam mais quarar na grama das praças, algazarras nas ruas, bebedeiras, cuspir no chão, para os homens - andar sem camisa, batuques o não cumprimento de tais medidas eram repreendidas com pagamento de multas e, em caso de reicindente era preso.
          As pedras, os azulejos das frentes das casas, os mármores, as grades de ferro, os vitrais, os tecidos das roupas tudo era importado da Europa.
            
rua da cidade velha, casarões com azulejos portugueses, a parte de baixo servia para atividades de comércio e a parte de cima eram moradias.

As praças construídas nesse período reuniam o que de mais elegante havia nas cidades européias. Praça da República, por exemplo, foi construída com a forte presença da cultura greco-romana, como as colunas em estilo, dórico, coríntio e jônico e ainda elementos da art nouveau; o terreno da praça foi ondulado para dar a idéia de relevos, montanhas, como os campos europeus; as mangueiras foram importadas e arborizaram as ruas para amenizar o calor.
Praça da República, 2010.







    
Teatro da Paz, 2010; colunas gregas, janelas retas, fênix, estilo europeu em evidência.

Instrumentos de tortura na Idade Média

       A Idade Média não é a "Idade das Trevas" como muitos ainda a interpretam por falta de conhecimento desse período. Sabemos que as universidade, o arado, o comércio, a imprensa, nasceram na Idade Média. estamos falando de um período da história comum, logicamente com suas especificidades mentais, políticas, sociais que não a transformam em um período de atraso nem de ignorância, ao contrário um período tão rico e fantástico quanto a nossa contemporaneidade.
Portanto, há um lado sombrio, que hoje olhamos para trás e somos levados a pensar: os homens faziam mesmo isso?; a resposta é, sim! tinham seus motivos: políticos, religiosos, ambições e pretensões, mas que deve ficar somente no pensar e não nos levar a fazer juízo de certo ou errado principalmente aos historiadores. Esse lado sombrio esta ligado às práticas de tortura praticados por membros da Igreja Católica nos julgamentos e condenações do Tribunal do Santo Ofício. 

Se você está preparado para ver as imagens, então continue a leitura.

Logicamente, com tamanho poder, os Tribunais impunham punições políticas e econômicas, de forma a aumentar a expansão da Igreja na época. Dessa forma, as penas mais leves, geralmente vistas como alívio, era o confisco de bens, além de flagelos públicos, e desfiles com roupas de hereges. Com a vasta quantidade de penas aplicada, não é difícil entender porque a Igreja foi relativamente a instituição mais rica da história. Com ela, enriqueciam os reis que a apoiavam, como era o caso dos espanhóis.
     Ao lado uma iconografia de uma mulher sendo torturada por um dos instrumentos medievais, percebam que esse tipo de tortura não provocava morte fatal, mas os condenados passavam horas, dias definhando até a morte.
      Se você está preparado para ver cenas fortes de como os homens e mulheres eram torturados na Idade Média clique no link abaixo. mas se você não estiver preparado continue apenas neste resumo.


clik aqui






quarta-feira, 17 de março de 2010

Bomba da Segunda Guerra Mundial encontrada na França

Artefato de 250kg foi encontrado durante obras num hospital. Cerca de 1.500 pessoas foram retiradas de casa para a desativação.

O especialista antibombas Philippe Sorensen carrega dispositivo encontrado em Saint-Etienne-du-Rouvray, norte da França. Artefato é da Segunda Guerra Mundial e foi descoberto durante trabalhos de engenharia em um hospital (Foto: Robert Francois/AFP).





Cerca de 1.500 pessoas foram retiradas de suas casas enquanto a bomba de 250 quilos foi desativada (Foto: Robert Francois/AFP)




Notícia vinculada ao globo.com

"Tecnologia da Morte" - fornos crematórios

"Em 1942, os grandes crematórios foram completados, e o processo inteiro passou a ser realizado nos prédios novos. Novas vias férreas levavam ao crematório. As pessoas eram selecionadas como antes, com a única exceção de que os incapazes de trabalhar iam para o crematório, em vez de serem conduzidas às casas de fazenda. Era um prédio grande e moderno; havia salas de despir e câmaras de gás subterrâneas, e um crematório acima da superfície, mas tudo no mesmo prédio. Havia quatro câmaras de gás subterrâneas; duas grandes, cada uma acomodando duas mil pessoas, e duas menores, cada uma acomodando 1.600 pessoas. As câmaras de gás eram construídas com uma instalação de chuveiro, com duchas, canos de água, algumas instalações hidráulicas e um sistema de ventilação elétrico moderno, de modo que, após o envenenamento por gás, o aposento fosse arejado por meio do dispositivo de ventilação elétrico. Os corpos eram trazidos por elevadores até o crematório acima. Havia cinco fornos duplos.

"Queimar duas mil pessoas levava cerca de 24 horas nos cinco fornos. Geralmente só conseguíamos cremar cerca de 1.700 a 1.800. Estávamos portanto sempre atrasados em nossa cremação, porque, como você pode ver, era bem mais fácil exterminar com gás do que cremar, que exigia muito mais tempo e trabalho.

"Quando o processo estava em andamento, dois ou três transportes chegavam diariamente, cada um com cerca de duas mil pessoas. Esses eram os períodos mais difíceis, porque tínhamos que exterminá-las de uma vez, e as instalações de cremação, mesmo com os novos crematórios, não acompanhavam o ritmo do extermínio."
 
Trecho do relato de Leon Goldensohn, médico e psiquiatra da prisão de Nuremberg, de uma conversa em 8 de abril de 1946 com Rudolf Hoess, comandante de Auschwitz (não confundir com Rudolf Hess).

Fonte: The Nuremberg Interviews, edição brasileira Companhia das Letras.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Por que "AVATAR" não levou o oscar? e por que "Guerra ao Terror"?

Filme vencedor transforma assassinos em heróis-santospor - Luiz Bolognesi (*)
         Ao contrário do que parece à primeira vista, a polarização entre "Avatar" e "Guerra ao Terror" não traduz uma disputa entre cinema industrial e cinema independente, nem batalha entre homem e mulher. O que estava em jogo e continua é o confronto entre um filme contra a máquina de guerra e a economia que a alimenta, e outro absolutamente a favor, com estratégias subliminares a serviço da velha apologia à cavalaria.

"Avatar" foi acusado nos Estados Unidos de ser propaganda de esquerda. E é. Por isso é interessante. No filme, repleto de clichês, os vilões são o general, o exército americano e as companhias exploradoras de minério do subsolo. Os heróis são o “povo da floresta”. A certa altura, eles reúnem todos os ”clãs” para enfrentar o invasor americano.

Clãs? Invasor americano?
Que passa? É difícil entender como a indústria de Hollywood conseguiu produzir um filme tão na contramão dos interesses do país e transformá-lo no filme mais visto na história do cinema. Esse fato derruba qualquer teoria conspiratória, derruba décadas de pensamento de esquerda segundo a qual a indústria de Hollywood está sempre a serviço da ideologia do fast-food e da economia que avança com mísseis, aviões e tanques. Como explicar esse fenômeno tão contraditório?

Brechas, lacunas na História. Ou, como diria Foucault, a História é feita de acasos e não de uma continuidade lógica cartesiana. A necessidade do grande lucro, da grande bilheteria mundial produziu uma antítese sem precedentes chamada James Cameron. O homem de Titanic tinha carta branca. Pelas regras da cultura do “ao vencedor, as batatas”, Cameron podia tudo porque era capaz de fazer explodir as bilheterias mundiais.

Mas calma lá, cara pálida, uma incoerência desse tamanho, você acredita que passaria despercebida? O general americano, vilão? As companhias americanas que extraem minério debaixo das florestas tratadas como o  império das sombras? Alto lá. Devagar com o andor, mister Cameron.

Aí, alguém chegou correndo com um DVD na mão.
Vocês viram esse filme da ex-mulher do Cameron? Não, ninguém viu? Então vejam. É sensacional. Ao contrário de Avatar, nesse DVD o soldado americano é o herói. Aliás, mais que herói, ele é um santo que arrisca sua própria vida para salvar iraquianos inocentes. Jura? Sim, o pitbull americano é humanizado e glamourizado, mais que isso, ele é santificado. Então há tempo.

"Guerra ao Terror" estreou no Festival de Veneza há dois anos. Por acaso eu estava lá como roteirista de "Terra Vermelha", do diretor italiano Marco Bechis, e fui testemunha ocular da história. O filme da diretora Kathryn Bigelow foi absolutamente desprezado pelos jornalistas e pelo público. E seguiu assim. Indo direto ao DVD, em muitos países, sem passar pelas salas de cinema. Até ser resgatado pela indústria americana como um trunfo necessário para contestar "Avatar" e reverenciar a máquina de guerra e o sacrifício de tantos jovens americanos mortos e decepados em campo de batalha.

Trabalhando num projeto para o mesmo diretor italiano, que pretendia fazer um filme sobre os viciados em guerra no Iraque, eu pesquisei o assunto durante alguns meses. Tudo muito parecido com o filme de Bigelow, exceto
por um detalhe. O detalhe é que os soldados americanos que se tornam dependentes da adrenalina da guerra tornam-se assassinos compulsórios e não salvadores de vidas. O sintoma dos viciados em guerra é atirar em qualquer coisa que se mexa, tratar a realidade como videogame e lidar com armas e balas de verdade como um brinquedo erótico. Se "Guerra ao Terror" representasse nas telas essa dimensão da realidade, seria um filme sensacional, mas não teria levado o Oscar, podem apostar.

"Guerra ao Terror" venceu o Oscar porque, como nos filmes de forte apache, transforma os assassinos que dizimam outras culturas em heróis santificados. A cena extremamente longa e minimalista em que os jovens soldados americanos, em situação desprivilegiada, combatem no deserto os iraquianos é o que, se não uma cena clássica de caubóis cercados por apaches?

Sem nenhuma surpresa para filmes desse gênero, os garotos americanos vencem, matam os iraquianos sem rosto, como os caubóis faziam com os apaches no velho-oeste. A cena do garoto iraquiano morto, com uma bomba colocada dentro do corpo por impiedosos iraquianos, que literalmente matam criancinhas, tem a sutileza de um elefante numa loja de cristais. Propaganda baratíssima da máquina de guerra.

No filme de Cameron, podem ser os apaches que derrotam o general e expulsam a cavalaria americana. Mas isso é apenas uma ficção. Na vida real do Oscar, a cavalaria precisa continuar massacrando os apaches.
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(*) Luiz Bolognesi é roteirista de filmes como "Bicho de Sete Cabeças" e "Chega de Saudade"

quarta-feira, 10 de março de 2010

A Idade Média - O nascimento do ocidente

Ana Lúcia Pereira da Silva, discute em artigo a obra "A Idade Média: Nascimento do Ocidente", do professor da Universidade de São Paulo, Hilário Franco Júnior.



Por Ana Lucia Pereira da Silva*
“... a civilização medieval, apesar de limitada materialmente segundo os padrões atuais, dava ao homem um sentido de vida. Ele se via desempenhando um papel, por menor que fosse de alcance amplo, importante para o equilíbrio do universo. Não sofria, portanto, com o sentimento de substituibilidade que atormenta o homem contemporâneo.“ (Hilário Franco Junior).

A obra A IDADE MÉDIA: NASCIMENTO DO OCIDENTE, do professor de História Medieval da Universidade de São Paulo, Hilário Franco Júnior, editora Brasiliense, com sua primeira publicação datada em 1986, atende aos seguintes objetivos: suprir a necessidade do leitor brasileiro sobre o tema, oferecer ao leitor o instrumental necessário para iluminar o passado como resposta e compreensão do presente, além da busca do equilíbrio entre as informações e interpretações com a presença de informações que elucidem o leitor ocidental que, embora esteja no século XXI, muito herdou desse período em todas as esferas que o rodeia (nos patrimônios cultural-econômico-acadêmico-político-linguístico-material). O texto divide-se em nove capítulos, abarcando os principais aspectos da fase histórica analisada, com a presença de quadros e orientação de pesquisa para leitores que, necessariamente, não têm formação específica em História ou no Período Medieval.  leia o texto integral clicando Aqui

sábado, 6 de março de 2010

Quantos seriam os índios do Brasil Pré cabraliano



Em 1981, o Museu Nacional e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicaram o Mapa Etno-histórico do Brasil, elaborado pelo etnólogo alemão-brasileiro Curt Nimuendaju Unkei.
Nessa obra magnífica estão anotadas as localizações e os nomes das tribos que habitavam nosso país e regiões circunvizinhas em 1500. Verifica-se que nesse território existiam populações que falavam línguas pertencentes a 40 troncos, isto é, idiomas reunidos em famílias lingüísticas e estas em blocos maiores, que chamamos troncos.
Para se ter uma idéia da variedade de línguas faladas por esses grupos humanos, basta dizer que apenas um tronco lingüístico, o indo-europeu, congrega línguas tão diversas quanto as germânicas, latinas, eslavas e o sânscrito.
Na verdade, em nenhuma outra parte da terra encontrou-se uma variedade lingüística semelhante à observada na América do Sul tropical.
Esses 40 troncos lingüísticos estavam divididos em 94 famílias lingüísticas. Havia, ainda, línguas isoladas, isto é, que não podiam ser agrupadas em famílias.
O Mapa Etno-históríco do Brasil e países limítrofes, de Curt Nimuendaju, indica a localização das 1.400 tribos existentes em 1500, os troncos lingüísticos aos quais se filiavam, o rumo de suas migrações e a época em que ocorreram os primeiros registros a seu respeito. E, ainda, as tribos que se extinguiram em quatro séculos e meio após a invasão européia, cujo número corresponde a 90% do total.
Os troncos lingüísticos mais importantes falados hoje no Brasil pelas populações indígenas remanescentes são: o Tupi, o Aruak e o Macro-jê. As famílias lingüísticas com maior número de falantes são: Karib, Pano, Tukano e Xírianá.
A precariedade de dados históricos impossibilita uma estimativa mais ou menos exata e uma uniformidade de opiniões sobre o total da população nativa no Brasil de 1500.
As avaliações oscilam entre um milhão e cinco milhões de índios.
Esta última cifra é obtida da seguinte forma: se considerarmos que a população de 1980 foi de cerca de 227.800 índios, e que, tal como ocorreu no antigo México e antigo Peru, em que o decréscimo da população nativa foi de 20 a um, ou seja, onde havia 20 indivíduos restou um apenas, teríamos um montante de 4.556.000 habitantes no Brasil de 1500. Isso quadruplica a estimativa mais conservadora de Angel Rosenblat (ver quadro abaixo).

POPULAÇÃO INDÍGENA DO BRASIL (l5OO-l95O)
Ano  População     Indígena População Total      % de índios sobre a população total
1500 1.000.000    1.000.000                            100
1570 800.000       850.000                                 94
1650 700.000       950.000                                 73,6
1825 360.000       4.000.000                              9,14
1940 200.000       41.236.315                            0,40
1950 200.000       52.645.470                            0,37

A estimativa de 4.556.000 é modesta, considerando-se que o cálculo de Pierre Clastres para a população Guarani é de 1.404.000 num território de apenas 350.000 km2 no Paraguai, norte da Argentina e sul do Brasil. Este território corresponde a um retângulo compreendido entre o alto rio Paraguai e a costa atlântica.
As aldeias Guarani, segundo Clastres (l 975, p. 65), teriam 600 pessoas, distando 12 km uma aldeia da outra.
Como termo de comparação, considere-se que a população atual do Paraguai é de cerca de 3 milhões de
habitantes para um território de 407.000 Km2.


(Texto extraído do livro Amazônia Urgente. RIBEIRO, Berta G. Belo Horizonte- Itatiaia Ltda. 1990 pp. 75 a 78)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Dia internacional da Mulher. Parabéns!!!!!


Em 8 de março deste mês, as mulheres merecem comemorar o seu dia especial, em primeiro lugar longe de ser apenas uma data comemorativa, capitalista, mercadológica, é um dia de homenagem ao qual os machistas devem se render; em segundo, não podemos esquecer das conquistas empreendidas por elas nesses séculos, pois, sempre sofreram preconceito e a reclusão imposta pelos homens, mas sempre buscavam meios de participar ativamente da sociedade mesmo nos períodos em que sofria uma grande repressão psicológica, física, religiosa entre outras formas. Na Grécia Antiga, período clássico, as mulheres dos atenienses chegavam a influencias seus maridos a tomar decisões nas Assembléias, a divulgar as notícias, não eram tão submissas assim. Na Idade Média, muitas mulheres  morreram como bruxas mesmo não sendo. No Século XVIII as mulheres despertaram nos homens o sentimento nacionalista em lutar pelos seus países, pátrias e nações e lutaram ao lado deles. na Primeira Grande Guerra ocuparam o lugar dos homens nas fábricas, se alistaram como enfermeiras, economizaram o pão para que seus homens fossem alimentados. hoje, as mulheres se transformaram em empresárias, advogadas, médicas, professoras, psicólogas, diplomatas, políticas entre outras profissões, mas o preconceito ainda não terminou e sua fragilidade é defendida legalmente - ai daquele que atentar contra elas.
À todas essas mulheres que se libertaram do julgo da discriminação e do preconceito, que se libertaram das correntes invisíveis do machismo, grades que a encarceravam em escuridão e à todas aqueles que ainda lutam pelo seu espaço, UM FELIZ DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES.

terça-feira, 2 de março de 2010

A Idéia de nação e nacionalismo do século XIX ao XX

INICIE-SE com Otto Vossler (1949, p.1): “O nacionalismo é a força política mais característica dos séculos XIX e XX. Como os séculos XVI e XVII podem ser chamados de séculos das guerras de religião, o final do século XVII e o século XVIII de séculos do iluminismo, o século XIX e o XX, pode ser dito, são séculos do nacionalismo e acrescento ainda do imperialismo. Com efeito, todos os grandes movimentos políticos posteriores à Revolução Francesa são, expressões e efeitos da vontade nacional.”
sintetizando a ampla gama de perspectivas que o tema “nação” motivou, ressalta-se: o romantismo democrático de Rousseau e Jefferson; o conservadorismo exaltado de Burke; o idealismo de Fichte e Hegel; o liberalismo de Mazzini; o historicismo conservador de Ranke. De fato, tanto a idéia de nação quanto a materialização concreta das nações e dos nacionalismos a partir da Revolução Francesa são marcados pelas disputas e pelas tensões, pelos conflitos e pelas guerras.
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A cristianização dos índios na América Portuguesa


O livro de Glória Kok, resgata fatos obscuros do trabalho de cristianização dos índios na América portuguesa segundo Luiz Sugimoto, em matéria no Jornal a folha de São Paulo, pág. 20 à 26 de 2002, a antropofagia, bebedeiras coletivas, poligamia, rituais pagãos, nomadismo, cotidianas guerras tribais, comuns entre os povos da América pré colonial, transforma-se num grande desafio para o jesuítas: Como conviver com um povo deste? Para os dominadores portugueses do Brasil colônia, era impossível. Daí a decisão de catequizar os indígenas ou, havendo resistência, de escravizá-los ou dizimá-los.
Os vivos e os mortos na América portuguesa – Da antropofagia à água do batismo é um livro de Glória Kok, lançado pela Editora da Unicamp, enfocando os vínculos que índios e jesuítas estabeleceram com o mundo sobrenatural. Formada em filosofia, mestre e doutora em história social pela USP, Glória reuniu testemunhos preciosos sobre a forma como os nativos brasileiros – notadamente os tupis-guaranis – encaravam a morte e o paraíso, as suas práticas xamânicas, o significado de suas guerras, as formas de resistência diante dos colonizadores e das atrocidades de que foram vítimas em nome da cristianização.
A partir do reconhecimento pelo papa de que os índios são seres racionais (em 1537) e da chegada da Companhia de Jesus (em 1549), Glória Kok resgata fatos obscuros da história colonial até hoje pouco divulgados. Esta omissão, de um lado, ajudou a eternizar o preconceito contra ritos ancestrais, pois, por ignorarmos seus significados, nos habituamos a vê-los como manifestação da ignorância dos índios. De outro lado, contribuiu para manter imaculada a história oficial, onde praticamente não se menciona o genocídio de nativos e que somente agora começa a ser revista e recontada aos alunos da rede básica.
Na opinião da pesquisadora da USP, houve nos últimos anos grande produção de teses e livros de historiadores, o que iluminou o tema da colonização da América portuguesa sob diferentes prismas. “Esses textos são gradualmente transpostos, ainda que com filtros, para os livros de ensino fundamental e médio. Assim, os conflitos inerentes ao processo de catequização e à escravidão já se apresentam indissociados da história da colonização em vários livros didáticos e paradidáticos do mercado brasileiro", afirma.
Glória, porém, ressalta que isso não basta. "Na minha opinião, os livros também devem contemplar uma abordagem mais detalhada e dinâmica dos rituais indígenas tupis-guaranis e a leitura que deles fizeram os jesuítas, bem como a que os índios fizeram do mundo cristão, para que os alunos possam entender as disputas simbólicas que estruturam nosso imaginário".
Hoje - Solicitada a avaliar a postura da Igreja de hoje ante os índios, a autora de Os vivos e os mortos lembra que, mesmo na Colônia, os jesuítas reuniram todas as forças para a catequese e, para isso, precisaram flexibilizar os seus próprios procedimentos. Ela crê que este enfoque em relação aos índios mudou, sobretudo a partir dos anos 70, com o surgimento da Teologia da Libertação na América Latina, quando a Igreja passou a se colocar ao lado dos oprimidos. "Não sou uma especialista na matéria, mas nota-se que, por um lado, a Igreja desenvolveu um padrão bem mais tolerante com relação às culturas diferentes e ancestrais e, por outro, muitos povos indígenas aguçaram a consciência da necessidade de preservação das tradições tribais e das diferentes culturas, organizando movimentos de resistência".
Os mortos em desassossego
Segue uma reprodução (praticamente literal) de alguns tópicos do Capítulo 1 de Os vivos e os mortos na América portuguesa – Da antropofagia à água do batismo. O capítulo leva o título acima e este resumo, obviamente, não reflete a riqueza de detalhes com que Glória Kok resgata as relações dos indígenas com o mundo sobrenatural:
*Por ocasião da chegada dos europeus à América portuguesa, os Tupi viviam na orla atlântica do Amazonas até Cananéia e na região da bacia amazônica, enquanto os Guarani distribuíam-se pelo litoral de Cananéia ao Rio Grande do Sul, infiltrando-se nas margens dos rios Paraná, Uruguai e Paraguai. Esta ocupação dos tupi-guarani era interrompida apenas em alguns pontos do litoral: na foz do Rio Paraíba pelos Goitacá, pelos Aimoré no sul da Bahia e norte do Espírito Santo, e pelos Tremembé na faixa entre Ceará e Maranhão. Esses povos não-Tupi eram chamados de tapuias.
*As guerras entre tribos indígenas, mesmo de mesma língua, fervilhavam por todo o território. O motivo desses conflitos era um só: eles queriam vingar a morte dos seus pais antepassados. Para os europeus, essas guerras não tinham o menor sentido, já que não visavam nem a expandir o território, nem enriquecer, nem dominar, explorar ou aniquilar o inimigo. Muitas vezes, um grande contingente de homens era mobilizado para incursões guerreiras, cujo resultado era a captura de um único prisioneiro, que depois seria comido ritualmente pela tribo.
*Na aldeia vitoriosa, o índio capturado era recebido com muita alegria e entusiasmo. Era pouco vigiado, pois se fugisse seria considerado um covarde em sua terra e acabaria passando a vergonha de ser morto pelos índios de sua própria tribo. A morte pelo inimigo era a ideal, almejada por todos: a consagração do guerreiro. Não se encontrava prisioneiro que não preferisse ser morto e comido a pedir perdão.

*Para os covardes e os homens que nunca mataram um inimigo, o destino lhes reservava a mortalidade da alma, o apodrecimento do corpo, a transformação em uma existência espectral, que não conservava nada mais de humano. Aos guerreiros valorosos, que aprisionaram e mataram muitos inimigos, ou ainda às mulheres dedicadas ao preparo da carne dos prisioneiros e à sua ingestão, era permitido o ingresso a essa vida ideal coroada pelo convívio com os antepassados, deuses e heróis-civilizadores.
*É lícito afirmar que os índios acreditavam na realidade de uma substância para além do corpo físico, a que os europeus atribuíram o nome de alma. Mas a alma índia não envolvia a idéia de desmaterialização absoluta. Tampouco suprimia todas as ligações entre a "alma" e os restos mortais ou a desvencilhava das primitivas necessidades. Nessa ótica, a morte representava uma fenda na pessoa, a partir da qual o corpo e a alma submetiam-se a intensos processos de transformação.
*Contrapondo-se à vítima do terreiro que não demonstrava o menor vacilo ante o golpe de tacape, ciente de que seu corpo posteriormente seria consumido pelos inimigos, o índio que era acometido por alguma doença e percebia a proximidade da morte vivia trespassado pelo medo. Pode-se deduzir que o medo era, em grande parte, oriundo da decomposição física. "(...) dizem que é triste cousa morrer, e ser fedorento e comido pelos bichos".
*O curso das relações entre os vivos e os mortos nas tribos tupis-guaranis alterou-se substancialmente com a chegada dos jesuítas que, ao trazerem um outro modelo de sobrenatural, desfiguraram e esgarçaram o vínculo existente entre os vivos e os mortos. No entanto, antes de implantá-lo, trataram, sobretudo, de minar a resistência indígena que se manifestaria em várias regiões e de formas variadas.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Volta às aulas......

Para todos os meus alunos e interessados que este ano de 2010 possamos interagir através deste blogger com temas que possam vir a ser utilizados em nossas aulas, pois esta é mais uma ferramenta a ser utilizada para facilitar o processo de aprendizado e contribuir não apenas para a formação de uma educação básica de qualidade, mas também, que a reflexão critica dos conteúdos e a formação de uma consciência política e cultural venha a ser discutida num espaço aberto e democrático.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Fetiçaria e costumes no Brasil colonial

Deus e o Diabo, figuras presentes na mentalidade cristã que se formou no Brasil desde os princípios da colonização, se degladiavam nestas terras tanto nas vilas, que se formavam sertão adentro, quanto nas fazendas e, qualquer vacilo dos cristãos o inferno esperava por eles. entre os objetivos da coroa portuguesa nas terras "Dálem mar" estava o de tornar estes gentios civilizados e lógico cristãos. dessa forma a Igreja Católica lançou mão das Ordens religiosas entre elas a dos jesuítas bastante atuantes na amazônia e no sul do Brasil. combatia-se principlamente a nudez, a poligamia, o politeiteísmo e o canibalismo praticado por algumas tribos tupinambás. a colonização também se fez através da educação que os pais pretendiam dar a seus filhos. Doutrinar os filhos na educação cristã era a tarefa mais importante dos pais. As crianças aprendiam a rezar o pai-nosso, ave maria, e era considerado pecado dos pais e padrinhos se nao educassem seus filhos nos costumes cristãos.
As meninas deveriam ser orientadas a falar pouco, com discrição e apenas sobre assuntos "uteis e honestos", não podiam vestir-se para agradar os rapazes, nem ler "romances, nem comédias, nem poesias perigosa onde se pintam as paixões com representações imodestas". dançar era um ato "indigníssimo", visto como um "laço do demônio do qual raramente se sai tão puro quanto se entra". a mãe que levasse sua filha a espetáculos, como a ópera ou o teatro, a estaria conduzindo a "um precipício". Cabia, também, aos pais corrigir os filhos. Os castigos físicos - bolos, beliscões, palmadas, surras de açoite e vara de marmelo - eram comuns e até mesmo incentivados. acreditava-se que era uma legítima e eficiente de educar as crianças.
Os escravos, também eram constantemente açoitados, e as mulheres desobedientes corriam sério risco de apanhar de seus maridos. ale de rigorosos os homens poderiam ser extremamente violentes com seus filhos e esposas.

COMENTÁRIO PRIMEIRO
fazendo uma comparação com os dias de hoje, que a situação da mulher, das crianças e da família mudou?


RELIGIOSIDADE E FEITIÇARIA NO BRASIL COLONIAL

Apesar de os jesuítas terem empreendido uma verdadeira cruzada na américa na tentativa de impor a religião cristã e combater o politeísmo e as diversas práticas religiosas dos povos indigenas. Os indigenas empreenderam uma honrosa resistência mas aos poucos com a utilização de vários instrumentos persuasivos o catolicismo se impôs nao unicamente mas se mesclou às práticas religiosas dos indígenas.
As práticas religiosa dos indigenas e negras nao desapareceram, mas conviveram com o pensamento cristão. nos dois casos a vida religiosa era marcada pela presença de vários deuses ligados a fenomenos da natureza. Havia Deus da chuva, do vento, do trovão,das águas. os deuses interviam diretamente na vida dos homens.
Para os portugueses essas praticas religiosas estavam envolvidas de bruxaria, feitiçaria, manifestaçoes ligadas ao demônio, que deveriam ser condenadas. se os indios e negros fossem pegos em manifestações desse tipo poderiam ser condenados à morte; os brancos envolvidos nesses cultos poderiam ser multados, excomungados, degredados para a África ou processados e condenados à morte.
As simpatias e benzedouros tambem eram condenadas; eram feitiçaria porque apelavam para o poder mágico. segundo Luiz Mott, sobre o que aconteceu em um engenho em Pernambuco: joão preto, escravo, benzia panos para estancar sangue das feridas... Joana, parda mas forra, benzia quebranto, olhando carne-quebrada, ventre caído e bicheira... O ermitão Manoel Peregrino curava de cobfras, feitiço e dor de dente, cortando pequenos talhos com uma navalha na coroa das pernas dos homens e na chava das mãos das mulheres....(Luiz MOtt, cotidiano e vivencia religiosa: entre a capela e o calundú.

comentários segundo: responda aos questionamentos

a) qual o resultado da convivência das diferentes práticas religiosas no Brasil como o catolicismo, a pajelança e o candomblé no Brasil.
b) feitiçaria, pajelança, mandingas ainda existem nos dias de hoje, justifique sua resposta.
c) o que eram consideradas feitiçarias no Brasil colonial segundo o texto.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Cabanagens na Amazônia


A História do Brasil é marcada desde a chegada dos europeus no século XVI por constantes atos de violência dos quais procuramos esquecer, ou que as elites as quais estiveram no controle politico da nação ao longo desses 500 anos fizeram questão de tentar nos fazer esquecer. A própria  historiografia brasileira no século XIX, esteve a serviço dessa idéia, pois era preciso consolidar o nascimento da nação sem esse caráter violento, o qual precisava ser esquecido, negligenciado para que a nova Nação se apresentasse à modernidade como um país onde os homens eram cicvilizados e cordiais, onde a violência e atos de selvageria que teriam acontecido em outras partes da América não teriam acontecidos aqui. dessa forma, os diminutivos utilizados na língua portuguesa no brasil tenderam a nos tornar uma povo que ameniza com diminutivos o impacto nossas ações atuais e passadas. O massacre dos seres humanos que habitavam o Brasil, passou a ser chamado de massacre das sociedades indígenas, como se o indígena não  se incluí-se na categoria de ser um ser humano e sim um ser inferior as seus colonizadores, e a resistência desse povo ficou conhecida como rebeliões, guerras indígenas, portanto "selvagens". Dessa forma, as elites estavam convencidas de que a violência impetrada pelas próprias elites não teria existido no Brasil e que se tivesse sido usada em algum momento teria sua justificação em nome do progresso da nação. No entanto, quando se fala em violência por parte das massas, das camadas populares que se envolveram em movimentos com forte caráter de violência, as elites sempre os trataram como movimentos da ignorância, selvageria, brutalidade do povo pobre e miserável, e mais uma vez, a historiografia negou-nos a importância devida a movimentos como a cabanagem, a farroupilha, que foram acontecimentos extremamente violentos na sociedade brasileira e que foram tratados como revoltas coloniais e que muito recentemente, vem trazendo à tona novas leituras, novas interpretações que ressalta a historia do movimento em diversas análises. Na verdade, por ser o povo brasileiro violento, tentou-se mascarar a guerra civil que aconteceu na Amazônia como se tivesse sido uma revolta popular, sem nenhum tipo de articulação intelectual, política, mental e filosófica.

Quem eram os cabanos? veja aqui
Quais teriam sido as causas da cabanagem? veja mais
Voçê acredita que o Brasil é um povo violento? justifique sua opinião.
saiba mais....